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Um passo em frente nesta longa escadaria rumo a um sentimento de concretização pessoal. Sou, na minha essência, a mesma... mas visto-me mais de acordo com uma filosofia que é minha, que tomo como minha. Aquela que me autoriza a errar, a arriscar, a ser uma mente aberta, a pagar preços altos pelo que, para mim, faz todo o sentido... momentos de felicidade!

Meu Mundo

"Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso... São necessárias!" ***Caio F. Abreu

16 de agosto de 2014

PESSOAS DE LUZ TAMBÉM SÃO ANJOS

Acredito na força de alma e na bondade de coração!
Existem pessoas que fazem de sua existência a missão de levar o amor e esperança para aqueles que as rodeiam.
Sorriem quando tudo parece acabado... persistem quando todos já desanimaram... levantam e vão adiante quando parecem já não haver caminhos!
São pessoas de luz que enchem os corações de fé e alegria! São seres iluminados trazendo um abraço terno e um afago sincero aos que necessitam de ajuda... E quem nunca precisou ?
Quantas vezes nos vemos em situações desesperadoras, com uma enorme sensação de abandono e de que ninguém no mundo poderá nos ouvir e nos acalmar Somos seres limitados, cheios de medo e inseguranças, mas sempre poderemos encontrar ajuda se acreditarmos na força superior, na força divina!
Haverá alguém olhando por nós em todos os instantes de nossas vidas e, quando mais precisarmos de uma presença consoladora, nosso anjo responderá... O amor é claro e transparente, mas só o enxerga quem consegue ver com o coração. As coisas boas da vida estão aí, todos os dias, bem diante de nossos olhos, mas quantas vezes passamos por elas sem nos darmos conta de que foram feitas para nós Quantas vezes ignoramos a presença dos anjos.
Atribuímos nossa felicidade à sorte, mas esquecemos dos detalhes, esquecemos dos menores gestos daqueles que nos amam. Esperamos sempre por um ato heróico, por uma demonstração gigantesca de amor... e como não as temos, estamos sempre insatisfeitos e esperando por algo que não merecemos...
Quando você estiver triste, sentido-se sozinho e precisando de ajuda, preste atenção nas intenções das pessoas, no desejo que cada um tem de lhe ver feliz, no seu próprio desejo de ser feliz! Muitas pessoas já se renderam às demonstrações angelicais e guardam histórias magníficas de sua presença.
Converse com pessoas comuns, que levam vidas normais, sem luxo e sem dinheiro, mas que conseguem enxergar muito além do que seus olhos podem ver... conseguem quebrar as barreiras do inexplicável e compreender que nem tudo tem lógica ou "porque" ... A vida também é feita de sentimentos e esses, jamais poderão ser explicados, porque estão muito além da razão, ocupam um espaço mágico que só os gigantes de coração podem alcançar!
Rosana Braga


 

10 de agosto de 2014

Você é Luz ....

Sozinhos,
somos estrelas que cintilam......
Juntos,
compomos o Corpo de Luz deste Planeta.
Trazemos na memória o amor e as conquistas
de nossas caminhadas...

Por que temer?

É chegada a hora de "ouvir"
as nossas vibrações pessoais...
Cada um... ouça o seu som!!!
Sinta a sua Luz!
Perceba a Verdade que habita seu coração.
Sinta o seu propósito ao longo das eras...
Sozinhos,
somos estrelas que cintilam...
Juntos,
compomos o Corpo de Luz deste Planeta.
Trazemos na memória o amor e as conquistas
de nossas caminhadas...

Por que temer?

É chegada a hora de "ouvir"
as nossas vibrações pessoais...
Cada um... ouça o seu som!!!
Sinta a sua Luz!
Perceba a Verdade que habita seu coração.
Sinta o seu propósito ao longo das eras...

Aquiete-se!

"Ouça" as estrelas...
O universo está aí...
bem dentro de você!!!
Cada astro, cada estrela,
cada lua, cada sol... tem o seu lugar.

Há mais vida,
há mais organização do que suspeitamos...
É hora de mostrar ao mundo a sua Luz.
De fazer vibrar o seu som...
É hora de contribuir para o Plano Maior!
Por um mundo melhor...

Rituais de passagens são
movimentos de renovação
e de silenciosas transformações...
Deixe-se levar por seu coração.
Ele sabe o caminho...
Deixe a luz penetrar...
Inspire a força que vem do Cosmos,
erga a cabeça e caminhe,
guiado pela Verdade.
E seja pleno, feliz, pois você é...
filho amado de Deus!!!

Desconheço a Autoria  

9 de agosto de 2014

Manual de conservar caminhos



O caminho começa em uma encruzilhada.Ali você pode parar e pensar em que direção seguir. Mas não fique muito tempo pensando, ou jamais sairá do lugar. Faça a clássica de Castañeda: qual destes caminhos tem um coração? Reflita bastante sobre as escolhas que estão adiante, mas uma vez dado o primeiro passo, esqueça definitivamente a encruzilhada, ou sempre ficará sendo torturado pela inútil pergunta: “será que escolhi o caminho certo?” Se você escutou seu coração antes de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo.

O caminho não dura para sempreÉ uma benção percorrê-lo durante algum tempo, mas um dia ele irá terminar, portanto esteja sempre pronto para despedir-se a qualquer momento. Por mais que você fique deslumbrado por certas paisagens, ou assustado com algumas partes onde é necessário muito esforço para seguir adiante, não se apegue a nada. Nem às horas de euforia, nem aos intermináveis dias onde tudo parece difícil, e o progresso é lento. Cedo ou tarde um anjo virá, e sua jornada chega ao final, não esqueça.

 Cuide do caminho, antes de cuidar do que está a sua volta: atenção e concentração são fundamentais. Não se deixe distrair pelas folhas secas que estão nas margens, ou pela maneira como os outros estão cuidando dos seus caminhos. Use sua energia para cuidar e conservar o chão que acolhe seus passos.

Tenha paciência. Às vezes é preciso repetir as mesmas tarefas, como arrancar ervas daninhas ou fechar buracos que surgiram depois de uma chuva inesperada. Não se aborreça com isso, faz parte da viagem. Mesmo cansado, mesmo com certas tarefas repetitivas, tenha paciência.

Os caminhos se cruzam: as pessoas podem dizer como está o tempo. Escute os conselhos, tome suas próprias decisões. Só você é responsável pelo caminho que lhe foi confiado.

A natureza segue suas próprias regras: desta maneira, você tem que estar preparado para súbitas mudanças do outono, o gelo escorregadio no inverno, as tentações das flores na primavera, a sede e as chuvas de verão. Em cada uma destas estações, aproveite o que há de melhor, e não reclame das suas características.

Faça do seu caminho um espelho de si mesmo: não se deixe de maneira nenhuma influenciar pela maneira como os outros cuidam de seus caminhos. Você tem sua alma para escutar, e os pássaros para contar o que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam belas e agradem tudo que está a sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua alma conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo de percurso.

Ame seu caminho: sem isso, nada faz sentido.


Paulo Coelho

6 de agosto de 2014

Não me falta nada para ser feliz…”



“Atraímos para nossa vida tudo que acreditamos, e quanto mais força têm nossas crenças mais elas criam nossa realidade… mas, mesmo sabendo da força das nossas crenças na criação da nossa realidade porque, na maior parte das vezes, não conseguimos criar uma realidade mais feliz em sintonia com o que queremos?

A maior parte das nossas crenças são inconscientes e trabalham criando, muitas vezes, o oposto daquilo que gostaríamos para nossas vidas… Sabemos que o Universo manifesta mais e mais daquilo em que colocamos nosso foco com mais intensidade, mas, infelizmente, as coisas que nos puxam para baixo geralmente ganham muito mais a nossa atenção do que aquelas que nos puxam para cima e levantam nosso astral.

É muito comum a gente ver uma pessoa que acabou de receber uma bênção, seja em que área for, e, ao invés de aproveitar e viver o momento de felicidade, prefere ir para o futuro e se preocupar pensando se aquilo vai durar… se vai acontecer alguma coisa errada que vai atrapalhar, ou até mesmo no meio das coisas boas que se manifestam, buscar uma coisa, mesmo que pequena, que seja motivo de reclamação… E com isso, muitas vezes, as bênçãos acabam se transformando em preocupação e estresse.

Somos mais viciados em reclamar do que imaginamos… Mais viciados em ser vítimas que, quando algo nos tira dessa posição, dando-nos motivos para comemorar e agradecer, logo damos um jeitinho de mostrar a todos que as coisas não estão tão bem assim…

Passamos a vida querendo adquirir coisas e vamos enchendo nossos armários, nossa mente, nosso coração, mas parece que, quando conquistamos o que queremos, aquilo já deixa de ter valor e passamos para outro objetivo sem nos darmos conta que temos muito a agradecer… Enfatizamos mais o que falta do que o que já alcançamos… Colocamos mais nosso foco no que falta do que no que temos a agradecer e, com isso, continuamos a criar mais e mais situações de falta…

A gratidão é sempre algo muito positivo e quanto mais agradecemos, mais motivos aparecerão para sermos gratos…

E, sabendo disso, volta e meia, quando não me sinto bem, começo a agradecer pelas coisas boas que tenho na vida, e olha que não são poucas, mas parece que temos o vicio de só valorizar o que não temos ou o que não está dando certo e dar pouco valor ao que temos, afinal, é só olhar ao nosso redor, nas noticias que nos chegam pelos vários meios de comunicação e isso fica fácil de perceber… Sempre é dada uma ênfase muito maior ao que está ruim do que ao que está dando certo… Parece que temos um medo enorme de ser feliz e nossas crenças inconscientes vão nos mantendo nesses caminhos da falta…

Ontem cedo, acordei um pouco sem ânimo, com uma certa tristeza sem motivo aparente… Mas ainda bem que logo me lembrei da gratidão e comecei a agradecer pelas coisas boas que tenho… Fazendo uma lista e agradecendo, reconhecendo o tanto de coisas que tenho e que sou grata por isso…
Foi quando uma voz interior me orientou a ir mais profundo na gratidão… E a cada coisa que tinha motivos de ser grata, me vi reconhecendo mais profundamente que aquilo era algo que realmente tinha motivos para agradecer… Acreditando… E assim fui fazendo, devagar, com cada coisa, ao invés de só listar o que tenho a agradecer fui mergulhando em cada uma e sentindo bem no fundo do coração a gratidão e os motivos pelos quais sou grata…

Uma energia boa e acolhedora foi chegando e tomando conta daquele estado em que acordei… Senti um alivio na minha garganta e no coração… E os motivos a agradecer pelas muitas bênçãos que tenho na minha vida eram muito mais reais e palpáveis…
E me pareceu que tudo estava bem como estava… que no aqui e agora não me falta nada para ser feliz…”

Rubia A. Dantés

 

4 de agosto de 2014

Viva a vida

 
“Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver.
Um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
…não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO….
Lembre-se: Felicidade é uma viagem, não um destino”
Alfred Henfil
 
 

Não existe dia ruim…



“Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz.
Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada.
Uma gentileza salva o dia.
Um bife milanesa salva o dia.
Uma gola branca e engomada salva o dia.
Uma emoção involuntária salva o dia.

Nunca o dia está inteiramente perdido.
Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado.
Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.


Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela.

Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento.
É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato.
É algum amigo telefonando para confessar saudade.
É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo.
É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda.
É encontrar – iniciando na tevê – um filme que adora e já assistiu cinco vezes.
É oferecer colo ao seu gato.
É planejar uma viagem de férias.
É terminar um livro que abandonou pela metade.
É ouvir sua coleção de LPs da adolescência.
É comprar uma calça jeans em promoção.
É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia.
É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas.
É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças.

A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.

Sigo esperançoso.
Não coleciono tragédias.
Sofro e apago.
Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas.

Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro e não sou melhor do que ela.
Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja e não sou melhor do que ela.
Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa.

Não existe dia que não ganhe conserto.
Não existe dia morto, dia de todo inútil.

Não desista da alegria somente porque ela se atrasou.
Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta.
Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância.

Não encerre o expediente com o escuro do céu.
Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.

Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto.
Não existe dia derrotado.”

Fabrício Carpinejar

 

 

3 de agosto de 2014

Caminho percorrido



“Está vendo o caminho percorrido? Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui.

Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais. Guardamos na memória fatos que máquina nenhuma no mundo conseguirá revelar: fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos.

Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes e olharmos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria. É possível ressentir uma grande dor com grande intensidade, trazendo à tona as mesmas emoções vividas, mas como é difícil ressentir do mesmo jeito uma felicidade que um dia nos fez vibrar!

O ideal seria inverter as situações. Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez. Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos. Talvez devesse constar com mais frequência as palavras “perdão” e “compreensão” no nosso dicionário.

De vez em quando, digo, olhe para trás! Mas não se volte completamente. Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente. Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer. O que é importante seu coração carrega.

Olhe diante de si! Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem. Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou alguns anos da história. Existe dentro de você uma força que te torna capaz!

O dia chega insistente como as marés do oceano. Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre. Vivo sempre. Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio. E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário. Todo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou.

Levante esse véu pouquinho a pouquinho a cada amanhecer; sem pressa, saboreando a vida como uma aventura, nem sempre como um mar calmo e tranquilo, mas possível, muito possivelmente vitoriosa… Construa hoje as suas marcas de amanhã…”

Letícia Thompson



 
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Será que vamos deixar passar mais uma oportunidade…



“Nossa história pessoal vem sempre com alguns desafios que, conforme os olhamos, podem se transformar em dramas infindáveis que passam a ser a justificativa pela qual as coisas não podem dar certo em determinados pontos da nossa vida ou… uma grande oportunidade de crescimento e de sucesso.
Só que, muitas vezes, escolhemos olhar para esses desafios com uma visão equivocada que nos coloca como vítima das situações, levando-nos a alimentar nossos dramas pessoais que se tornam cada vez mais ricos em histórias que nunca têm um final feliz… eles serão sempre a justificativa perfeita para explicar o porquê de nossas vidas não darem certo…
Quantas vezes vemos pessoas contando e recontando os dramas da infância ou adolescência que foram a causa da infelicidade e da não realização como adultos… sem perceber que recontar o sofrimento passa a ser a única fonte que alimenta e dá emoção a uma vida que ficou presa em histórias onde a vítima é o personagem principal…
Ao alimentar nossos dramas, acabamos nos confundindo tanto com eles que eles se repetem incontáveis vezes… a cada repetição, colocamos mais lenha em uma fogueira para mantê-la acesa, sem nem perceber que… essa fogueira está queimando nossos sonhos e possibilidades de uma nova vida.
Não viemos aqui para perpetuar uma peça onde a vítima é sempre o principal personagem… viemos aqui para superar e crescer com os obstáculos que nós mesmos colocamos nos nossos caminhos para nos proporcionar o aprendizado que precisamos para chegarmos a nós mesmos.
Se vamos nos fechar em um casulo que se torna cada vez mais apertado ou se vamos sair desse casulo para um voo de liberdade é sempre uma escolha nossa e… uma escolha que podemos fazer a cada momento… nunca é tarde para renascer para uma vida nova e… sempre temos tudo que precisamos para dar o salto que vai nos liberar dos nossos dramas.
Se olharmos para nossas vidas como uma mapa que nos leva a quem verdadeiramente somos, vamos entender que nesse caminhar, onde as estradas nem sempre estão prontas, e que os obstáculos e desafios na verdade não são para nos parar e impedir de seguir o caminho, mas… são pontos onde temos a oportunidade de nos fortalecer com uma energia que necessitamos para seguir em frente.
Cada desafio que enfrentamos, e tiramos o aprendizado necessário, torna-nos mais fortes e aptos para ir além, sempre um pouco mais inteiros…
Não importa o tempo que nossos dramas nos prenderam e o quanto eles nos pareçam mais sofridos e mais difíceis de superar que os do outro… Eles são exatamente o que precisamos e está tudo certo como está… ninguém vive o que não tem que viver e a grande diferença não é o tamanho do desafio, mas, o olhar que temos sobre ele… Se o vemos como algo que nos impede de caminhar ou como algo que vai nos dar força para vencer os próximos passos nessa estrada que escolhemos percorrer aqui na Terra.
Chega de dramas… vamos focar na oportunidade que eles nos oferecem e aproveitar a chance de poder estar aqui e agora evoluindo e vivendo o novo que esse tempo nos oferece…
Podemos perceber que, quando damos um passinho bem pequeno que seja na direção de superá-los, o Universo nos pega no colo, sempre nos mostrando que é por aí que devemos seguir…
A gratidão a cada passo faz com que tenhamos cada vez mais motivos para agradecer…
Será que vamos deixar passar mais uma oportunidade… ou vamos nos vestir com nossa coragem e avançar mais um passo para ir além?”

Rubia A. Dantés

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Ser transparente



“Às vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente… Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente… Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar…

Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.

Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser… Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção…

E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos… Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado…

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar… doçura, compaixão… a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos… daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: você está me machucando… pode parar, por favor?. Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor…

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis…

Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto… Que consigamos docemente viver… sentir, amar… “

Rosana Braga



Ativando a energia do amor



O amor representa o centro de nossa existência. Ele nos alimenta desde que nascemos, pois são os cuidados que recebemos que farão toda a diferença e permitirão que possamos crescer e nos desenvolver.

Seguimos ao longo da vida sempre nos nutrindo do amor que recebemos de nossa família, nossos amigos e de nossos parceiros afetivos. Esta é, aliás, para muitas pessoas, a dimensão da vida em que mais se faz presente a necessidade de amor.

Receber amor é tudo o que mais desejamos, entretanto, existe dentro de nós uma reserva inesgotável de amor, que na maior parte das vezes direcionamos para o mundo exterior, e esquecemos de ofertar a nós mesmos.

Ativar a energia amorosa significa reconhecer esta fonte e permitir que ela se espalhe a partir de nosso coração para o restante do mundo, sem qualquer expectativa de retribuição.

Quando nos tornamos preenchidos pelo amor, ele naturalmente atrai na nossa direção, muitas oportunidades de compartilhá-lo. Mas, enquanto permanecemos inconscientes desta riqueza, seguimos como mendigos famintos, implorando pelo amor do outro, como se dele dependessemos para sobreviver.

Esta inversão, que nos leva a buscar o amor por acreditar que não temos amor, é uma das principais fontes de sofrimento. Se, ao contrário, pudermos sentir que já temos amor suficiente e, por essa razão, desejamos ofertá-lo, certamente a energia assumirá outra natureza.”



“As pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se a expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor.
Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.
O pássaro cuco, ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante – você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vicent van Gogh está pintando-a, ou se um fotógrafo ou um astrônomo estão preocupados com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.
Simplesmente abra o seu coração… E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece.
…E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?
Todo tempo e todo lugar é o lugar certo!
…Você esperou tempo demais, não espere mais. Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem. É agora ou nunca”!


                                                    OSHO.


 

2 de agosto de 2014

Código de Vida



Texto encontrado na Igreja de Saint Paul, em Baltimore (EUA) em 1792.

“Siga tranqüilo por entre o clamor e a impaciência e lembre-se de que a paz pode se esconder no silêncio. Esteja bem com todos até onde não seja preciso sacrificar os seus princípios. Diga a sua verdade de um modo sereno e claro e ouça os outros; mesmo os tolos e ignorantes, eles também têm a sua história. Evite as pessoas vulgares e agressivas, pois elas são vexatórias ao espírito. Não se compare aos outros, para não se tornar vaidoso ou amargo, pois sempre haverá melhores e piores que você.

Desfrute de suas realizações tanto quanto de seus planos. Interesse-se por sua profissão por mais humilde que seja; ela é um bem verdadeiro na sorte inconstante da vida. Tenha prudência em seus negócios, pois o mundo está cheio de traições. Mas não deixe que isto o torne cego para o valor; são muitas as pessoas que lutam por um ideal nobre e por toda parte a vida está cheia de heroísmo. Seja autêntico, sobretudo não simule afeição. Mas não deixe de crer no amor, pois face a toda aridez e desilusões ele é tão perene quanto a relva. Aceite graciosamente o conselho dos anos, abrindo mão de bom grado das coisas da juventude.

Fortaleça seu espírito para poder enfrentar os golpes súbitos do destino. Mas não se torture com os produtos de sua imaginação. Muitos pesadelos são frutos do cansaço e da solidão. Tenha uma disciplina sadia, mas não exija demais de si mesmo. Você é uma parte do Universo, como as árvores e as estrelas. Você tem o direito de estar aqui. E, quer lhe pareça claro ou não, o Universo está evoluindo como deve ser.

Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja a sua concepção do mesmo. E, quaisquer que sejam as suas vicissitudes ou aspirações, no ruidoso tumulto da vida, esteja em paz com a sua consciência. Apesar de todas as falsidades; de todos os transtornos e de todos os sonhos desfeitos, o Mundo é belo. Portanto, procure ser sempre feliz.”



 

O Bem sofrer





“Que todo mundo sofre, a gente pode imaginar.
Sinceramente, creio que não haja sequer um ser vivo nesta dimensão que não sofra.

Jesus Cristo sofreu, Dalai Lama sofreu, Bin Laden sofreu, Angelina Jolie e Brad Pitt sofrem, Bill Gates sofre, Xuxa sofre, eu sofro e suponho que você também…

Então, esse danado de sofrimento tem de servir para algo de bom!
Mas depende de nós, de como reagimos à dor, de como encaramos os momentos de angústia e aflição…

Aprender a transformar a dor em amadurecimento é uma tarefa que exige topete, como diria minha avó!

E parto do princípio de que existem três caminhos para lidar com ela, sendo que apenas um deles pode nos conduzir a uma condição realmente válida: a transformação do sofrimento em consciência e, conseqüentemente, em felicidade:

1- Fingir que não estamos sofrendo, desconectarmo-nos da dor, vestirmos uma armadura e simplesmente não entrarmos em contato com aquilo que nos machuca e nos faz perceber o quanto não sabemos lidar com a situação e, portanto, o quanto ainda temos o que aprender…

2- Sofrer exageradamente, descabidamente, nos perdendo e nos desrespeitando; passarmos a implorar pela atenção e pela piedade do outro; ignorar nossa auto-estima e, por fim, mais do que nos despedaçarmos para depois nos recompor, permitir que a dor nos faça desmanchar, até que já não mais saibamos quem realmente somos…

3- Sofrer intensa e dignamente, até compreender e assimilar que a dor é um aprendizado, um amadurecimento, um convite ao mundo de gente grande; usar a dor para evoluir, fazer diferente, reconhecer nossas limitações e transcendê-las…

Claro que a terceira opção é a mais difícil; é como arrancar a ferida sem anestesia, porque não há remédio que alivie; é fundamental sentir o que há para ser sentido, sem mascarar, sem amortecer.

Sendo assim, só existe uma coisa a fazer: encarar a si mesmo e sofrer até que desabroche o grande ensinamento.

Eis aí a mais pura e eficiente sabedoria.

Todos os problemas resolvidos?
De forma alguma.
A vida é cíclica.

O universo é perfeito; e se aqui estamos para nos tornarmos melhores, haveremos de entrar no ritmo de uma dança que intercala alegria e tristeza, amor e indiferença, equívocos e acertos, dor e felicidade, num compasso que pede, enfim, cada vez mais felicidade e menos dor!

Como?
Estando atentos todos os dias.
Admitindo os erros e nos acolhendo.
Reconhecendo o crescimento e festejando.
Olhando para isso tudo do modo mais carinhoso que conseguirmos, sem desistir: o trabalho é de formiga, dia a dia, passo a passo, sem nunca parar…

É assim: a gente repete o erro várias e várias vezes, porque uma coisa é saber e a outra é sentir e fazer…
Primeiro a gente descobre que está fazendo errado; aí tenta fazer o certo, mas ainda não sente e erra de novo.
Até que, um belo dia, a gente acorda e pensa: por que é que estou fazendo isso desse jeito?
Cai a ficha, finalmente, e daí não tem mais jeito, a gente acerta, acerta, acerta…
Só que, num outro belo dia, algo acontece e a gente se fragiliza e quando vê, está lá, errando de novo.

E assim caminha a humanidade…

O segredo?
Acertar mais vezes do que errar, porque acertar sempre é impossível.
É por isso que o caminho não tem fim, porque a gente nunca sabe tudo…
Num dia, está lá em cima, noutro dia, lá em baixo…

É o paradoxo que nos dá a noção do que realmente desejamos…

Por essas e outras, mais do que se culpar ou se afogar em lágrimas deliberadamente, procure saber e sentir, viver e agir, amar e, a despeito dos inevitáveis enganos, tentar de novo e nunca desistir, porque o objetivo é ser melhor e ser feliz!”
Rosana Braga
 
 

Borbolete-se



“Rudolf Steiner, pai da Antroposofia, disse que “as borboletas são flores que se desprenderam da terra… E que as flores são borboletas que a terra apreendeu…”
Seja como for, se as flores marcam a primavera, as borboletas são seu símbolo maior.
São quatro fases da mesma vida: ovo, lagarta, crisálida e borboleta.
Enquanto ovo, é princípio vivo, puro. Representa a potencialidade do ser, guardada dentro de um invólucro de heranças parentais.
É fundamental para desenvolver a solidez das bases estruturais do indivíduo. Mas num determinado momento, torna-se necessário romper com essa capa de proteção, para caminhar sobre as próprias pernas.
A lagarta tem o aprendizado da terra, do rastejar, das coisas que se processam lentamente. Simboliza os cuidados com o mundo físico, com os aspectos materiais que compõem a existência cotidiana. Pode ser o lado pesado da vida.
A crisálida é o encapsular para gestar. É como se retornasse ao estágio do ovo, mas só que por escolha pessoal. É criar um casulo para si mesmo, como forma de conectar-se com seus sentimentos, sua interioridade e seus próprios desejos.
E, finalmente, as asas libertam a borboleta! Mas, para se chegar à borboleta, é preciso superar o conforto e a comodidade do “já conhecido”…
É preciso deixar morrer o velho e partir ao encontro das possibilidades em aberto, sem certezas, sem garantias.
A borboleta é a lição viva de que tudo é passageiro.
Assim também somos nós…
Uns vivem para sempre no ovo…
Outros jamais passam de lagarta…
E tem gente que vive gestando um sonho, um ideal, mas sem nada realizar…
Ainda existem aqueles que, com esforço, se libertam, ganham asas e voam leves! Pousam aqui e ali, no colorido das flores, e só de existir fazem a vida mais bela!
Identifique em que fase você está e observe como fazer para processar a sua metamorfose.
Viver é cumprir fase por fase. Desapegar-se do antigo e entregar-se ao novo até ser capaz de voar.
Desperte e tente uma nova forma! Deixe acontecer em você esse misterioso processo de se abrir para florescer! Deixe aparecer suas asas, suas melhores cores, seu vôo!”



Ana Ester Nogueira


 

Trecho do livro “Paz a cada passo”



Mestre Nhat Hanh Thich

“Se você for poeta, verá nitidamente uma nuvem passeando nesta folha de papel.
Sem a nuvem, não há chuva.
Sem a chuva, as árvores não crescem.
Sem as árvores, não se pode produzir papel.


A nuvem é essencial para a existência do papel.

Se a nuvem não está aqui, a folha de papel também não está.
Portanto, podemos dizer que a nuvem e o papel “intersão”. “
Interser” é uma palavra que ainda não se encontra no dicionário, mas se combinarmos o radical “inter” com o verbo “ser”, teremos um novo verbo: interser”.

“Se examinarmos esta folha com maior profundidade, poderemos ver nela o sol.
Sem o sol, não há floresta.
Na verdade, sem o sol não há vida.
Sabemos, assim, que o sol também está na folha de papel.
O sol e o papel intersão.

E se prosseguirmos em nosso exame, veremos o lenhador que cortou a árvore e a levou à fábrica para ser transformada em papel.
E vemos o trigo.
Sabemos que o lenhador não pode existir sem seu pão de todo o dia.
Portanto, o trigo que se transforma em pão também está nesta folha de papel.
O pai e a mãe do lenhador também estão aqui.

Quando olhamos dessa forma, veremos que sem todas essas coisas, esta folha de papel não teria condições de existir”.

“Por mais fina que esta folha seja, tudo o que há no universo está nela”.

Nunca desista de amar



“Alguns vivem o amor em sua plenitude pelo simples fato de dispor dele em abundância. Aprenderam a amar, a se entregar ao ser amado e a estabelecer relacionamentos criativos. Outros sofrem com seu relacionamento amoroso. Depois de algumas decepções, tendem a se isolar e a adotar uma postura cética em relação ao amor. Preferem ficar em casa no sábado à noite, assistindo a um filme. Passam todos os fins de semana sozinhos. Nunca aceitam o convite de um colega para sair. No início, sentem-se aliviados, pois acham melhor evitar problemas do que sair em busca do amor. Mas, depois de algum tempo, a solidão começa a apertar o coração.

Nunca desista de amar. Assuma sempre o risco de demonstrar seu amor, mesmo que a outra pessoa não vá aceitá-lo, porque amar alguém não é um problema nem um defeito; é uma virtude. Se ela não aceitar o seu amor, o problema não é seu, pois, uma vez que você descobriu o jeito de amar, ficará faltando apenas encontrar um companheiro para a viagem a dois.

Se você está só, abra o seu coração, coloque um sorriso no rosto, retome o brilho nos olhos e acredite que a vida lhe prepara maravilhosas surpresas. Tenho a esperança de que com esta nossa conversa você tenha conseguido mais energia e inspiração para desfrutar melhor o Amor, uma realidade valiosa demais para ser banalizada.

E lembre-se: você é o autor da sua vida e é capaz de escrever uma história de amor muito linda, na qual receba e dê muito amor. Saiba sempre que amar pode dar certo, desde que você cuide do

Amor com muito carinho e sabedoria.

O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano, mas as pessoas atualmente se machucam muito porque não aprenderam a amar de uma forma plena.

O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida, e por isso mesmo é triste ver tantas pessoas tratarem o amor com desprezo, acharem as manifestações de romantismo algo feio e, principalmente, desistirem de viver um grande amor.



Vale a pena amar, acreditar no amor, entregar-se ao amor. O amor satisfaz os nossos mais profundos desejos de compreender e ser compreendido, de valorizar e ser valorizado, de dar e receber.”



Roberto Shinyashiki

“Sempre Zen"



“Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.

Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. É caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que não precisa e não no que se idealiza.

Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.

Ser zen é fluir com a vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer, come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessariamente. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.

Come com alegria para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.

A chuva, o sol, o vento. O guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.

Ser zen é ser livre e saber os seus limites.

Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer.Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro-­passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala, já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência.”



Monja Coen

Oswaldo Montenegro Quando a gente Ama.


A diferença entre "obrigada" e "gratidão"

 


O poder por trás das palavras...




"A origem da palavra obrigado como forma de agradecimento vem do latim obligatus, particípio do verbo obligare, ligar, amarrar. É a forma abreviada da expressão fico-lhe obrigado, ou seja, fico-lhe ligado pelo favor que me fez.




Quando nos tornamos devedores de outrem por serviço que nos foi prestado, criamos um elo de ligação, mesmo que momentâneo.




Já a gratidão é uma emoção, que envolve um sentimento e portanto, não há obrigações, ligações ou amarrações."

desconheço autor

Amar Bonito



Amar Bonito
Artur da Távola

“Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
Aprendam a fazer bonito seu amor.
Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.

Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender…

Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira!!!
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível?
Talvez não.

Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que, de vez em quando, ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.

Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.

Saia cantando e olhe alegre.

Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre se possível com beijos ‘aquela conversa importante que precisamos ter’, arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.

Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível.
Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame.

Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente; não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.
Revivendo os caminhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.

Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.

Cuide agora da forma do amor:
Cuide da voz.
Cuide da fala.
Cuide do cuidado.
Cuide de você.

Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.”