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Um passo em frente nesta longa escadaria rumo a um sentimento de concretização pessoal. Sou, na minha essência, a mesma... mas visto-me mais de acordo com uma filosofia que é minha, que tomo como minha. Aquela que me autoriza a errar, a arriscar, a ser uma mente aberta, a pagar preços altos pelo que, para mim, faz todo o sentido... momentos de felicidade!

Meu Mundo

"Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso... São necessárias!" ***Caio F. Abreu

24 de novembro de 2018

O APEGO

Quanto mais você se apega a uma pessoa, mais você sofre com sua perda.
Quanto mais você se apega a algum bem, mais você sente falta quando o perde.
Quanto mais você se apega a sua aparência, mais você sofre com o envelhecimento.
Quanto mais você se apega a algum objeto, mais vazio você fica quando isso vai embora.
Quanto mais você se apega a um dogma, mais você sofre por descobrir que essa suposta verdade era falsa.
Quanto mais você se apega a uma situação, mais você deixa de viver outras situações que poderiam ser proveitosas.
Quanto mais você se apega a um sentimento (como a raiva ou a mágoa), mais você vai repeti-lo dentro de ti e mais essa emoção te domina.
Quando uma situação nos proporciona um prazer repetido,
Isso pode gerar um apego que funciona como alicerce psicológico em nossa vida.
Aquele que se apega facilmente, faz sua vida depender do objeto de seu apego.
Apego é o caminho mais fácil: gera conforto, estabilidade e nos dá uma base… algo para nos segurar.
Mas trata-se de uma base falsa, pois tudo o que existe, um dia chegará ao fim… posto que nada se mantém eternamente.
Aquele que não imagina sua vida sem algo ou alguém, está seguindo rumo à infelicidade.
Nos apegamos a pessoas, a coisas, a situações, a ideias e até a emoções.
Mas o maior apego é sobre nós mesmos.
Não queremos morrer, não queremos nos perder, não queremos ser esquecidos.
Alimentamos o máximo nosso ego para sentir que continuaremos existindo.
Tudo aquilo com que nos apegamos, ficamos com medo de perder.
E o medo paralisa nossa vida, nos atrasa, nos prende e nos desequilibra.
O apego é um dos maiores inimigos do ser humano… ele sempre nos escraviza e nos submete.
O apegado diz: “Não posso viver sem isso”, “Não posso viver sem aquilo”.
Quando nos apegamos, precisamos sempre de mais e mais e nunca estamos satisfeitos.
Quem se apega a uma pessoa, quer sua presença a todo momento e não consegue mais viver sem ela.
Quem se apega quer, de alguma forma, suprir uma carência ou uma ausência dentro de si mesmo.
Mas é inútil, pois nossos apegos nunca poderão nos preencher.
A fé na vida é, com efeito, o oposto do apego.
Quem tem fé, não se apega a nada, não precisa de coisa alguma para se completar emocionalmente.
Aquele que coloca muitas coisas ao redor de uma lâmpada, acaba abafando seu brilho.
Libere totalmente sua lâmpada, sua chama interior, de tudo que a abafa.
Assim sua essência brilhará livremente.
Renuncie a todos os seus apegos, deixe de lado tudo aquilo que te prende… Não há outro nome… isso se chama liberdade.
Aquele que vive desprendido de tudo, sem dependências, sem vícios, necessitando do mínimo possível…
Esse é muito mais feliz.

Hugo Lapa



3 de novembro de 2018

A grandeza das boas pessoas está em seu coração

Pode ser difícil descrever a grandeza das boas pessoas. Elas colocam o coração em tudo que fazem. Expõem o brilho de seus olhos, a cor de seu sorriso e a intenção vestida de amor em cada um de seus atos.


São estas pessoas que sempre aparecem para aquecê-lo quando ninguém sequer percebeu que você tremia de frio, que oferecem trocar tristezas por risadas e que sempre estão dispostas a mudar a cor dos dias nublados.


Pessoas que são remédio, que são lar, pessoas mágicas. Pessoas que te abraçam para recompor suas partes quebradas, mas também para te lembrar de que estão ali e se alegram com todas as coisas bonitas que acontecem na vida.


São aquelas pessoas que percorrem o caminho da vida com você, que descobrem nuances preciosas nas emoções já conhecidas e mostram que existem muitos lugares incríveis para serem visitados e outras tantas formas de olhar.


Pessoas com as quais a conexão é mais do que compartilhar tempo: é criar magia. Especialistas em acariciar a alma sem sequer tocá-la e doutoras no incrível ato de dar de coração.


Vamos nos aprofundar na grandeza das boas pessoas, aquelas que são um presente para cada um de nós e, às vezes, nossas melhores coincidências.




“ Se você vê algo belo

em uma pessoa,

diga a ela.

Essa pessoa

pode estar em uma guerra

que a impede de ver sua beleza,

e você pode salvá-la ”


– Zab G. Andrade -



A bondade como sinal de superioridade


A grandeza das pessoas está desenhada em seus corações, em sua capacidade de se dar aos demais através de atos de bondade, com a única intenção de fazer os outros mais felizes. Porque não há nada maior, nem que reconforte mais, do que ajudar.


Assim são as boas pessoas. É possível reconhecê-las por terem a bondade como sinal de superioridade e a paciência como estratégia para compreender os demais. Não pressionam, não gritam nem forçam, muito pelo contrário.


Sabem interpretar silêncios, respeitar tempos e oferecer apoio quando alguém precisa.



“ Acima de tudo está a bondade afetuosa. Assim como a luz da Lua ilumina sessenta vezes mais do que a luz das estrelas, a bondade afetuosa libera o coração de uma forma sessenta vezes mais efetiva do que todas as demais realizações religiosas juntas." - Buda Gautama -


As boas pessoas exalam calma e uma sensação de bem-estar apenas com a sua presença. Além disso, têm um passatempo secreto que poucas vezes revelam: observam o brilho exalado pelos olhos daqueles que se conectaram com a felicidade.


Charles Darwin falou sobre a importância desse valor. De fato, ele o considerava como nosso instinto mais forte e valioso, que possibilita a sobrevivência não só da humanidade, mas também de todos os seres vivos.


O problema é que não é praticado com muita frequência, nem é valorizado o suficiente quando os demais o praticam. Isso porque a bondade é o único investimento que sempre nos enriquece e que nunca falha. Há tantos gestos cheios de amor e bondade que passam despercebidos !



“As ‘pessoas lar’ têm cheiro de amor e aceitação incondicional. Cheiro de carinho, abraços nos quais fecham-se os olhos e forma-se um sorriso. Essas pessoas têm cheiro de amizade, amor e família escolhida.
Dizem ‘estou ao seu lado, então precisamos apertar os dentes’ e confiam em você inclusive quando você mesmo deixou de fazê-lo. São aquelas pessoas que não evitam que você tenha vertigem ou caia, mas oferecem as palavras exatas, que só podem ser presenteadas por alguém que costurou feridas a aprendizados.”-Reparando Alas Rotas-
A força da compaixão e da grandeza das boas pessoas


A compaixão é outro sinal delator das pessoas de grande coração. São capazes de se colocar no lugar dos demais, de desejar que as pessoas fiquem livres de sofrimento, e são capazes de sentir a responsabilidade de fazer algo pelos outros.


São pessoas que se nutrem do amor, mas compreendem o amor a partir de seu conceito mais amplo, aquele amor dado de forma desinteressada. Sem esperar nada em troca e sentindo, por sua vez, o bem-estar mais absoluto. Trata-se de um genuíno desejo que nasce do mais profundo e que está, única e exclusivamente, dirigido a fazer o bem.


O professor tibetano Thinley Norbu Riponche descreve muito bem esta capacidade: “A essência do amor é a compaixão dos seres sublimes que sempre são energia“, enquanto Thich Naht Hanh se refere a ela como “amor verdadeiro”. E assim é.



“ Nenhuma ingratidão fecha um grande coração, nenhuma indiferença o cansa." - Leon Tolstoi -


As boas pessoas estão repletas de compaixão, bondade e amor. São aquelas que, apesar da distância, são sentidas por perto, pois rompem os limites físicos para se conectar com o seu interior.


São pessoas que combinam com perfeição a empatia com a arte de compreender a dor, por isso decifram cada uma das nossas feridas. Porque são artesãs de harmonia e felicidade, capazes de voltar todos os seus sentidos e sentimentos para os demais, para transformar um dia comum em algo extraordinário.


Suas armas secretas são os gestos cheios de amor fruto da nobreza de seus corações. Graças a eles, inundam a alma dos demais de energia positiva, sem esperar nada em troca. Porque o que mais as preenche é presentear afeto, pelo simples fato de fazê-las se sentirem melhor.


Dessa forma, as boas pessoas são artífices do amor mais genuíno e sincero que podemos encontrar. Tesouros que devem ser apreciados e cuidados desde o mais profundo de cada um de nós. Seu valor é incalculável.



“ Eu aprendi que as pessoas se esquecerão do que você disse, também se esquecerão do que você fez, mas nunca se esquecerão de como você as fez se sentir."




- Maya Angelou -




Postado em A Mente é Maravilhosa

1 de novembro de 2018

O Bosque

Um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias.
O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer.
Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.
Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.
Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries.
Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.
Essa foi a única
conversa que tive com aquele meu vizinho.
Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência.
Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes.
Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho! O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.
Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu...
As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:
"Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"... Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.
Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.
Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil.
Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.
desconheço o autor