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Um passo em frente nesta longa escadaria rumo a um sentimento de concretização pessoal. Sou, na minha essência, a mesma... mas visto-me mais de acordo com uma filosofia que é minha, que tomo como minha. Aquela que me autoriza a errar, a arriscar, a ser uma mente aberta, a pagar preços altos pelo que, para mim, faz todo o sentido... momentos de felicidade!

Meu Mundo

"Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso... São necessárias!" ***Caio F. Abreu

1 de dezembro de 2017

O amor



Já ouvi muito "amor não enche barriga".
O amor não é mesmo pra encher barriga, ele é pra encher o coração, é pra te fazer transbordar paz, afeto, compreensão, carinho, atenção, cuidado. De que adianta está de barriga cheia e coração vazio? Amor é sim muito mais que alimento. Ele é sangue , é vida...

--Raynessa Martins

5 de novembro de 2017

Impulsividade ......fazer o que ????

❝Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.

Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
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Clarice Lispector.



22 de outubro de 2017

As 7 Leis Universais...

1-Lei da Potencialidade Pura
As respostas para concretizar qualquer coisa na vida encontram-se em nosso interior.
Aquietar a mente e ouvir a voz do silêncio é a melhor maneira de descobri-las.
O que você pode fazer para entrar em contato com essa primeira Lei: Duas vezes por dia, fique em silêncio e apenas seja.


Comece o dia dizendo: “Hoje não julgarei nada nem ninguém”. Não criticar significa manter livre a comunicação com sua consciência maior. Observe a inteligência da natureza. Sentir o perfume de uma flor, abraçar uma árvore ou assistir ao pôr do sol pode ajudar a entrar em contato com todas as coisas vivas.
As ações descritas acima geram nas células memória que traz desejo de repeti-las dia após dia. Assim o hábito tende a se introduzir espontaneamente.
Deepak Chopra explica:"A quietude por si só é o potencial da criatividade. O movimento por si só é sua expressão”.


2 -Lei da Doação
Tudo flui de maneira contínua no Universo, por isso acredite: dar e receber são atitudes exemplares para quem quer garantir a magia das trocas em uma vida abundante.
O que você pode fazer para entrar em contato com a segunda Lei:
diariamente, procure dar presentes a quem encontrar e veja a energia fluir livre, leve e solta entre os dois pontos. Não importa o quê, mas a intenção.
Pode ser uma palavra; uma oração; uma flor; um sorriso.


Com isso, incentivará a circulação de energia, trazendo abundância e riquezas para si e para o outro. Esteja sempre aberto para receber algo que lhe deixe feliz: presentes, dinheiro, cumprimentos, orações. agradeça as belezas que a natureza proporciona, como a luz solar; as flores; o barulho do mar; o canto dos pássaros.


Ao dar e receber, faça circular as riquezas materiais e imateriais em sua vida. Em silêncio, sempre deseje felicidade e alegria a quem encontrar.
Quer alegria? Dê alegria.
Quer amor? Dê amor.
Procura atenção? Dê atenção.
“A mera idéia de dar, de abençoar, de oferecer uma simples oração tem o poder de afetar a vida dos outros”, escreve Chopra.


3- Lei da Causa e Efeito
Quem semeia vento colhe tempestade. Quem semeia felicidade colhe alegria. Ao escolher um ou outro caminho, você cria o futuro, que começa aqui e agora.
Coloque em ação o princípio do carma, ou da causa e efeito, com os seguintes passos:
Observe as escolhas que fará e tenha noção delas.
Diariamente e a todo momento, leve em conta que preparar para o futuro significa se conscientizar do presente. Procure sempre responder as duas perguntas:
“Quais serão as conseqüências desta opção?” e “Essa escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros afetados por ela?”
Oriente-se pelas mensagens manifestadas por seu corpo, principalmente o coração. Sensações de conforto indicam a direção correta.
Para Chopra, mesmo atitudes impensadas influenciam a energia ao nosso redor e, por extensão, o futuro.


4-Lei do Mínimo Esforço
A natureza transcorre como deve ser. Aí reside sua sabedoria.
Aceitar os momentos que a vida traz, mesmo os difíceis, é o caminho para transformá-los em benefícios. Coloque em ação o princípio do mínimo esforço com os seguintes passos:
Aceite o presente como deve ser, dizendo diariamente:
“Hoje aceitarei pessoas, situações circunstâncias e fatos como eles se manifestarem” .
E também:
“Minha aceitação será total e completa. Verei as coisas como são no momento em que ocorrerem e não como eu gostaria que fossem”.


Assuma a responsabilidade por determinado problema, sem culpar algo ou alguém, procure se conscientizar das oportunidades para transformá-lo em benefício.
Baixe a guarda, procure flexibilizar seus pontos de vista, permanecendo aberto aos dos outros, mas sem prender a nenhum.
Para Chopra, transpor tal conceito para um cotidiano repleto de embates parece uma tarefa complicada. Mas, tendo como referência nosso interior e nosso espírito, a adoção de três posturas-chave pode canalizar a energia e auxiliar a travessia por qualquer dificuldade.


5- Lei da Intenção
Quando queremos alguma coisa, não é preciso despender uma força enorme para chegar lá. Ao semearmos com atenção o desejo no Universo, ele se concretiza – mas no tempo certo.


Solte os desejos no ventre da criação e confie verdadeiramente na idéia de que serão concretizados. Conscientize- se do momento presente em toda as suas ações e não permita que eventuais obstáculos consumam essa atenção.
Com o exercício de aceitar o presente como ele é, o futuro se manifestará como você espera.
Para Chopra, tudo tem razão de ser. Desse modo, somos capazes até de transformar em oportunidade os eventuais e verdadeiros obstáculos (não imaginários, que costumam ser a maioria).
“Então sereno e inabalável, você segue comprometido com seus sonhos”. Sempre confiante de que quando tiver que ser será.


6 -Lei do Distanciamento
Longe de velhos condicionamentos, vale a pena abrir a alma para a sabedoria do desconhecido e da incerteza. Essa é a formula mágica para acessar a mente criativa do Universo.
Aplique o distanciamento em sua vida com os seguintes passos:
Dê-se a liberdade de ser o que é. Evite impor-se e forçar soluções para problemas – o que pode criar novos.
Exercite o distanciamento. Transforme a incerteza em ingrediente da existência. As soluções tenderão a surgir de maneira espontânea.
Parece paradoxal, mas, quanto mais incerto for o caminho, mais seguro você deverá se sentir. Lembre-se de que essa é a trilha da liberdade.
Perceba a infinidade de escolhas da vida que a transforma numa aventura divertida, mágica e misteriosa.
Segundo Chopra, para conseguir qualquer coisa na natureza, é preciso desistir do apego.
“Não descartar o desejo, mas apenas desistir do apego ao resultado”.
No dia-a-dia, esse “apenas” pode dar trabalho porque, vira e mexe, nos flagramos querendo mostrar nosso poder ou buscar a aprovação dos outros. Pois saiba que se distanciar é uma atitude muito poderosa. Mesclar este ensinamento com o anterior (a lei da intenção e do desejo) forma o caminho para obter tudo que se deseja.


7 - Lei do Darma ou do Propósito de Vida
Todo mundo tem um ou mais talentos. E, quando esse dom beneficia os outros, chega-se à exultação do espírito – que é o objetivo supremo na vida. Aplique o darma em sua vida com os seguintes passos: Nutra a divindade que existe em você, prestando atenção ao que anima seu corpo e sua mente. Expresse seus talentos: “Eu os expresso e os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância em minha vida e na dos outros”.
Pergunte-se diariamente:
“Como posso servir?” e “como posso ajudar?”.


As respostas permitirão ajudar seus semelhantes com amor.
Para Chopra, assumimos uma forma física para cumprir um intento particular nesta existência.
Isso quer dizer que cada um de nós apresenta um talento e uma maneira singular de expressá-lo – algo que a gente pode fazer melhor que todo mundo. Dessa forma, trabalharemos com amor, sem perceber o passar das horas.
“É como tecer roupas com fios que vêm do coração”, ensina o poeta Kalil Gilbran.
Já parou um pouquinho para refletir sobre isso? Afinal, sempre existe tempo para revolucionar a vida."
Baseado em As 7 Leis Espirituais do Sucesso de Deepak Chopra

O rio da Vida

"Você sabe o que significa busca a permanência? Significa desejar que as coisas agradáveis durem eternamente, e as desagradáveis terminem o mais rápido possível Desejamos que nosso nome se torne famoso e tenha continuidade em nossa família e em nossos bens materiais; queremos o sentimento de permanência em nossas relações e atividades; e tudo isso significa que desejamos uma existência duradoura, contínua, em nosso fosso estagnado; lá, não queremos verdadeiras mudanças e, assim, edificamos uma sociedade que nos garante a permanência de nossos bens, nosso nome, nossa fama.

Mas, veja, a vida de modo algum é assim; a vida não é permanente. Como as folhas que caem da árvore, todas as coisas são impermanentes, nada perdura; há sempre mutação e morte. Você já observou uma árvore nua, desenhada contra o céu? Em seus galhos bem delineados, em sua nudez, há um poema, uma canção. Foram-se todas as suas folhas, e ela aguarda a primavera. Com a vinda da primavera, de novo se enche a árvore com a música de suas folhas que, na estação própria, caem e são levadas pelo vento. Assim também é a vida.

Mas nós não a queremos assim. Apegamos-nos aos nossos filhos, nossas tradições, nossa sociedade e nossas insignificantes virtudes, porque desejamos permanência; por isso é que temos medo de morrer. Tememos perder as coisas que conhecemos. Mas a vida não é como desejamos; a vida em coisa nenhuma é permanente. Os pássaros morem, a neve derrete, as árvores são abatidas pelo homem ou destruídas pelas tempestades, e assim por diante. Mas, queremos que perdure a nossa posição, a autoridade que sobre outros exercemos. Recusamo-nos a aceitar a vida como efetivamente é.

O fato é que a vida é como o rio: eternamente em movimento, perenemente buscando, explorando, impelindo, transbordando, penetrando todas as frestas com sua água. Mas, veja, a mente não quer que assim aconteça. Percebe que é perigoso, arriscado, viver num estado de impermanência, de insegurança e, por conseguinte, constrói uma muralha em torno de si própria: a muralha da tradição, da religião organizada, das teorias políticas e sociais. Família, nome, bens materiais — tudo isso se encontra atrás das muralhas, separado da vida. A vida, que é movimento, impermanência, procura incessantemente penetrar, demolir essas muralhas, atrás das quais só há confusão e angústia. Os deuses que moram atrás das muralhas são falsos deuses, e suas escrituras e filosofias são sem significação, porque a vida as excede.

Ora, para a mente que não tem muralhas, que não está pejada de aquisições, acumulações, conhecimentos, para a mente que vive fora do tempo, na insegurança, para essa mente a vida é uma coisa maravilhosa. Essa mente é a própria vida, porque a vida não tem pouso. Mas, quase todos nós queremos um pouso, uma pequena casa, um nome, uma posição, e consideramos essas coisas muito importantes. Exigimos permanência, e criamos uma “cultura” baseada nessa permanência, inventamos deuses que não são deuses, mas, tão só, “projeções” de nossos próprios desejos.

A mente que busca a permanência depressa se estagna; como a vala ao lado do rio, depressa se enche de corrupção, deterioração. Só a mente que não tem muralhas, que não tem ponto de apoio, não tem barreira, não tem pouso, que se move, toda inteira, com a vida, eternamente ousando, explorando, “explodindo” — só essa mente pode ser feliz, eternamente nova, porque ela é essencialmente criadora.
Entende o que estou dizendo? Você deve compreendê-lo, porque faz parte da verdadeira educação e, quando o compreender, sua vida será completamente transformada, suas relações com o mundo, com o próximo, com seu cônjuge, terão significado de todo diferente. Você já não tentará, então, preencher-se com coisa alguma, porque perceberá que a busca de preenchimento só atrai sofrimento e confusão. Por essa razão, você deve perguntar aos seus mestres sobre tudo isso, e discuti-lo também entre vocês. Se você o compreende, terá começado a compreender essa verdade extraordinária que é a vida, e nessa compreensão encontra-se grande beleza e amor, o florescimento da bondade. Mas, os esforços da mente que busca um fosso de segurança, de permanência, só podem conduzir à treva e à corrupção. Uma vez instalada naquele fosso, a mente teme aventurar-se fora dele, para buscar, explorar; mas a Verdade, Deus, a Realidade — ou o nome que você quiser — encontra-se além dos limites do fosso.

Você sabe o que é religião? Não é o cântico, não é a execução de rituais, não é a adoração de deuses de lata ou imagens de pedra; ela não se encontra nos templos e igrejas, nem na leitura da Bíblia ou do Gita; não é a repetição de um nome sagrado ou o seguir de qualquer outra superstição inventada pelos homens. Nada disso é religião.

Religião é o sentimento da bondade, daquele amor semelhante ao rio — que é um movimento vivo, eterno. Naquele estado, você verá chegar um momento em que não haverá busca de espécie alguma; e esse findar da busca é o começo de algo totalmente novo.


A busca de Deus, da Verdade, o sentimento de se ser integralmente bom (não o cultivo da bondade, da humildade, porém o buscar, além das invenções e dos artifícios da mente, uma certa coisa — e isso significa ser sensível a essa coisa, viver nela, sê-la) isso que é a verdadeira religião. Mas nada disso lhe será possível se você não abandonar o fosso que você cavou para si mesmo, e entrar no rio da vida.


A vida cuidará então de você, de uma maneira surpreendente, pois, de sua parte, nada haverá para cuidar. A vida, então, lhe levará aonde lhe aprouver, porque você será uma parte dela; não haverá mais problemas concernentes à segurança ou ao que “os outros” digam ou não digam. E esta é que é a beleza da vida."

J.Krishnamurti — A cultura e o problema humano

21 de outubro de 2017

Quem não sabe dar nada não sabe sentir nada

QUANDO SENTIMOS QUE oferecemos algo ao próximo, de repente
tomamos consciência de nosso valor. Ninguém é mais pobre que
uma pessoa que não dá nada, pois é na doação que demonstramos
nossa riqueza.
E não se trata apenas de bens materiais.
A maior avareza que existe é a do coração. Os que andam pelo
mundo sem transmitir seus sentimentos acabam aprisionados
em uma couraça, impedidos de sentir qualquer coisa, como no
conto O cavaleiro preso na armadura, de Robert Fischer.
Sobre isso, o dramaturgo Alejandro Jodorowsky disse o seguinte:
“O que você dá, dá. O que não dá, perde.”
Vale a pena verifi car em que nível está nosso intercâmbio
com o mundo. Assim como acontece com a economia dos países,
a prosperidade depende da circulação de riquezas. Quando elas
param, perdem o valor e a economia entra em recessão. O mesmo
acontece com a riqueza do coração.
Tão importante quanto dar é saber receber. Somente as pessoas
capazes de fazer o amor fl uir em ambas as direções podem
se considerar prósperas emocionalmente.

Livro : Nietzsche para estressados