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Um passo em frente nesta longa escadaria rumo a um sentimento de concretização pessoal. Sou, na minha essência, a mesma... mas visto-me mais de acordo com uma filosofia que é minha, que tomo como minha. Aquela que me autoriza a errar, a arriscar, a ser uma mente aberta, a pagar preços altos pelo que, para mim, faz todo o sentido... momentos de felicidade!

Meu Mundo

"Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso... São necessárias!" ***Caio F. Abreu

22 de nov de 2012

O Amor e o apego...

 "Possessividade é o falso amor. (...) Por que o apego se parece com o amor? Qual a diferença? - o mecanismo é sutil.

Amar significa estar pronto para mergulhar no outro. É uma morte a mais profunda morte possível, o mais profundo abismo possível; nele você pode cair e continuar caindo, caindo. Não tem nenhum fim, não tem nenhum fundo; é a queda eterna dentro do outro. Nunca termina. Amar significa tornar o outro tão importante que você deixa de existir.


Amar é render-se incondicionalmente; se houver qualquer condição, então você é importante, não o outro; você é o centro, não o outro. E se você é o centro, então outro é apenas um meio. Você utiliza o outro, explora-o satisfaz-se, gratifica-se por meio do outro, mas você é a meta. E o amor diz: faça do outro o fim dissolva-se, mergulhe. O amor é o fenômeno mortal, um processo de morte. É por isso que as pessoas temem. Nunca o penetra. (...)




O amor é uma necessidade tão profunda que você não pode viver sem ele, seja real ou falso(...)

O amor é como a morte, e se você tem medo da morte, terá medo do amor. (...)


E se você tiver medo da morte como poderá estar pronto para penetrar no amor?
Porque no amor não são apenas as roupas, a casa que mudam é você que morre - a sua mente o seu ego. Esse medo da morte transforma-se em medo do amor e o medo do amor transforma-se em medo da prece, da meditação. Esses três acontecimentos são semelhantes a morte, o amor e a meditação. A rota a ser tomada é a mesma. Se você nunca amou, não será capaz de estar em prece, não será capaz de estar em meditação. Se você nunca amou nem meditou, não compreenderá de modo algum a maravilhosa experiência da morte.(...)

Amor significa morte, mas apego não é morte.
No amor o outro torna-se tão importante que você pode dissolver-se; confia tanto no outro que não necessita ter sua própria mente - pode colocá-la de lado.


Por isso as pessoas dizem que o amor é louco, que é cego. É mesmo! Não que seus olhos fiquem cegos, mas quando o ego está de lado, a sua mente de lado, para todos os outros você parece cego, parece louco.(...) Você não pensa mais em si mesmo.


A confiança é tanta que já não há mais necessidade de pensar. (...) O amor é essa confiança, um dissolvimento do ego. O centro move-se para o outro. (...) A confiança é completa perfeita. E na confiança completa há uma beatude, uma benção. Até mesmo quando você pensa sobre isso, um pequeno vislumbre do que pode ser aparece. Mas quando você chega a sentir é tremendo não há nada igual. O ego então cria o truque, em vez do amor e ego lhe dá o apego, a pessessividade.

O amor diz: seja possuido; o ego diz: possua.
O amor diz: dissolva-se no outro: o ego diz: não permita que o outro se mova em liberdade; corre da liberdade, transforme-o na sua sombra, sua periferia.
O amor dá vida ao outro; o apego,a possessão o mata, tira-lhe a vida.(...)
Quanto mais se ama, menos se teme. Quando o amor realmente é total não há medo. Mas na possessão o medo cresce cada vez mais, porque quando você possui uma pessoa sempre teme que ela o deixe - sempre há a dúvida."


Osho em Nem água nem lua.