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Um passo em frente nesta longa escadaria rumo a um sentimento de concretização pessoal. Sou, na minha essência, a mesma... mas visto-me mais de acordo com uma filosofia que é minha, que tomo como minha. Aquela que me autoriza a errar, a arriscar, a ser uma mente aberta, a pagar preços altos pelo que, para mim, faz todo o sentido... momentos de felicidade!

Meu Mundo

"Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso... São necessárias!" ***Caio F. Abreu

3 de outubro de 2014

Relaxe: não há felicidade sem tristeza!

Parece óbvio o que canta Lulu Santos: "Não existiria som se não houvesse o silêncio. Não haveria luz se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim...". Aliás, é mais do que óbvio. É fato! Nada existiria sem o seu oposto, porque a existência acontece a partir do contraste, da referência, do ponto de vista.

Mas ainda assim, insistimos em desejar felicidade plena. Queremos só alegria, só satisfação. E querer nem é o problema. Afinal, desejar tudo de bom da vida tem lá seu mérito. O problema mesmo é quando a gente se revolta com o que não é tão bom assim. Com o que não é gostoso de sentir.

Sim, tem muita gente se afundando em lamentações e reclamações, por tempo indeterminado e sem nenhuma busca de consciência, quando se depara com a frustração, a perda, a tristeza, o medo, a solidão. Não consegue compreender que tudo isso faz parte. Não percebe o encaixe das engrenagens que faz rodar e amadurecer a vida!

Não se trata de fugir do sofrimento. Nem de tomar posse dele sem que reste espaço para qualquer transformação. Não se trata de subtrair nem de multiplicar sentimentos. Trata-se de doer de modo tão autêntico e intenso quanto nos dispomos a nos alegrar. Trata-se de sentir, simplesmente. O que há para ser sentido. Agora, neste momento. Trata-se viver o que tem para hoje! Sem tornar estático ou definitivo o que quer que seja.

Sei que não é fácil, muitas vezes, suportar dores que parecem ser maiores que nós mesmos. Mas a sensação de que seremos engolidos pela dor também faz parte. E vai se tornando menor e menor e menor. E vai nos ensinando mais e mais e mais. Até que os machucados cicatrizem, as grossas cascas já não sirvam, e a gente se refaça. Mas o novo só é possível quando aprendemos a legitimar tudo o que sentimos.

Desejo que você respeite a sua dor tanto quanto se permita à sua felicidade. E que não queira abreviá-la para parecer forte. Nem prolongá-la para parecer mártir. Que apenas aprenda com ela. Que, sobretudo, dê-se conta de sua imensa fragilidade tanto quanto de sua maravilhosa capacidade de superação. E que, assim, repleto de humanidade, você possa se apoderar de tudo o que preenche o universo. Porque tudo - som e silêncio, luz e escuridão, dia e noite, não e sim - é sagrado!

Rosana Braga